Como a pandemia do coronavírus deu sobrevida ao golpe na Bolívia

De olho na eleição, a interina Jeanine Áñez mantém um governo autoritário, sustentado pelo apoio da polícia. Um exemplo do modelo sonhado por Bolsonaro.

Jeanine Áñez, participa de uma cerimônia com a polícia diante do Palácio Presidencial em La Paz, Bolívia, em 13 de novembro de 2019.

Essa semana, a OEA voltou atrás e disse que a eleição de Evo Morales no 1º turno em 2019 foi legítima. Tarde demais. Após o golpe, quem assumiu foi a senadora direitista Jeanine Áñez que prometeu novas eleições em 90 dias. Até agora, nada, e a pandemia se tornou a principal desculpa da interina para adiar o pleito. De olho na presidência, ela mantém um governo autoritário e com forte repressão à oposição, sustentado pelo apoio das polícias militares do país. Um exemplo do modelo sonhado por Bolsonaro.

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Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, é apontado como mandante desse atentado. Revelamos que Ronnie Lessa, ex-policial militar envolvido, delatou, mas a homologação pelo STJ enfrenta obstáculos devido ao foro privilegiado de Brazão.

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