Men fix the broken shutter of their shop after burglars entered in Vila Velha, near Vitoria, eastern Brazil, on February 6, 2016. Brazil's government authorized deployment of troops Monday to the coastal city of Vitoria, which has been left at the mercy of criminals following a police strike. / AFP / Vinicius Moraes (Photo credit should read VINICIUS MORAES/AFP/Getty Images)

Força Nacional não garante segurança na greve da PM do Espírito Santo

Estado já registra 75 mortes após famílias de policiais ocuparem batalhões. Protesto também são organizados no Rio de Janeiro.

Men fix the broken shutter of their shop after burglars entered in Vila Velha, near Vitoria, eastern Brazil, on February 6, 2016. Brazil's government authorized deployment of troops Monday to the coastal city of Vitoria, which has been left at the mercy of criminals following a police strike. / AFP / Vinicius Moraes (Photo credit should read VINICIUS MORAES/AFP/Getty Images)

Homens da Força Nacional e das Forças Armadas patrulham as ruas de Vitória e Vilha Velha. O objetivo é acabar com a onda de violência que atinge o Espírito Santo desde sábado (4), quando familiares de policiais passaram a impedir a saída de viaturas dos 19 batalhões do estado em protesto por reajustes salariais. Assassinatos, roubos e saques foram registrados em 14 municípios. Até às 13h30 desta terça-feira (7), 75 mortes foram registradas.

Na Grande Vitória, saques e tiroteios continuam acontecendo mesmo com o exército nas ruas.

Nas redes sociais, moradores pedem ajuda para os municípios que não receberam o reforço de segurança federal. Hashtags como #Guaraparipedesocorro, #SãoMatheuspedesocorro e #Cachoeiropedesocorro tomam conta do twitter com relatos de casos de violência e do descaso fora da capital.

Com os protestos e sem policiamento, escolas estão sem aulas e rede de saúde sem atendimento . O Departamento Médico Legal de Vitória precisou fechar as portas devido à superlotação. Corpos estavam espalhados pelo chão devido o esgotamento das gavetas frigoríficas.

Os números superam o de outra greve ocorrida na Bahia. Em 2014, durante a paralisação da Polícia Militar da Bahia houve um aumento de quase 500% na taxa de homicídio de Salvador, quando houve o registro de 35 mortes em um único dia. No Rio de Janeiro, familiares de policiais se organizam para ocupar a frente dos batalhões em protesto pelo pagamento do 13º salário, do RAS e de metas alcançadas em 2015 devidos aos servidores. No Espírito Santo, a Polícia Civil planeja aderir a greve dos militares.

Foto principal: homens consertam porta de comércio em Vila Velha quebrada após ladrões invadirem o local.

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