As traições, prisões e batalhas perdidas que marcam a queda de uma das mais poderosas organizações criminosas do Rio de Janeiro

O fim de uma facção

As traições, prisões e batalhas perdidas que marcam a queda de uma das mais poderosas organizações criminosas do Rio de Janeiro


Há um ano, o Brasil assistiu a uma sangrenta guerra pelo comando do tráfico na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. O bando de Rogério 157 peitou os comandados de Nem, até então seu chefe e do comércio de drogas na região – mesmo preso. Ambos faziam parte da facção Amigos dos Amigos, a ADA, uma das mais tradicionais do Rio, com mais de 20 anos de atuação.

Para o Brasil, o episódio parecia apenas mais um capítulo da criminalidade carioca. Telejornais transmitiram ao vivo da favela, e os tiroteios ajudaram a justificar a Intervenção Federal na segurança pública do estado.

Agora, a disputa entre Rogério e Nem surge como parte de um contexto maior: o declínio e quase extinção da ADA.

É isso que mostra um levantamento exclusivo baseado em dados do Disque Denúncia e cruzado com informações da imprensa e novas entrevistas. A ADA passou do domínio de 19 favelas para apenas duas. Aquela que já foi a casa de Escadinha, , Playboy, Bem-Te-Vi e Nem da Rocinha, hoje só tem um nome expressivo em seus quadros: Celsinho da Vila Vintém, que de fundador, passou a lobo solitário. Os outros pularam fora do barco após uma sucessão de traições e disputas.

Clique aqui para entender essa história.


Leia o especial


O Intercept é sustentado por quem mais se beneficia do nosso jornalismo: o público.

É por isso que temos liberdade para investigar o que interessa à sociedade — e não aos anunciantes, empresas ou políticos. Não exibimos publicidade, não temos vínculos com partidos, não respondemos a acionistas. A nossa única responsabilidade é com quem nos financia: você.

Essa independência nos permite ir além do que costuma aparecer na imprensa tradicional. Apuramos o que opera nas sombras — os acordos entre grupos empresariais e operadores do poder que moldam o futuro do país longe dos palanques e das câmeras.

Nosso foco hoje é o impacto. Investigamos não apenas para informar, mas para gerar consequência. É isso que tem feito nossas reportagens provocarem reações institucionais, travarem retrocessos, pressionarem autoridades e colocarem temas fundamentais no centro do debate público.

Fazer esse jornalismo custa tempo, equipe, proteção jurídica e segurança digital. E ele só acontece porque milhares de pessoas escolhem financiar esse trabalho — mês após mês — com doações livres.

Se você acredita que a informação pode mudar o jogo, financie o jornalismo que investiga para gerar impacto.

Apoie o Intercept Hoje

Inscreva-se na newsletter para continuar lendo. É grátis!

Este não é um acesso pago e a adesão é gratuita

Já se inscreveu? Confirme seu endereço de e-mail para continuar lendo

Você possui 1 artigo para ler sem se cadastrar